Publicado por Ligia em Abril 25, 2008
Prá quem quer saber das cousas montanhísticas da minha vida e dos meus projetos ” doidos”, fiz um novo blog falando de montanha, escalada, treino, competições e filosofia de boteco por que não aguento!
taí o link: http://florecitarockera.wordpress.com
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Publicado por Ligia em Abril 17, 2008
Gentilmente roubado da zel - essa lista pode mudar, por que quero muito mais que 8 coisas, mas aí vai:
1 conhecer o Alaska (já conheci o ushuaia que é do outro lado)
2 Ir até a Antárdida (mesmo custando 5.000 doletas)
3 Subir alguma montanha nos Himalaias
4 Conhecer a meso-oceânica na Islândia
5 Ter um ou mais filhos
6 Fazer algumas vias de escalada clássicas do Brasil
7 Fazer algumas vias de escalada clássica na Europa (França, Suíssa e Austria)
8 Conhecer a África do Sul e seus kimberlitos
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Publicado por Ligia em Fevereiro 6, 2008
Todos os escritores que eu conheci, sem exceção, são malvados, Rose. A minha tese psicanalítica (hahahahahah) é que há que se ter um definitivo e marcado componente sádico (além do exibicionismo e da arrogânica) pra se virar escritor. É tarefa de gente má, Rose, gente boazinha num guenta o repuxo. Dói demais. E vc tem que querer que doa no outro tb. Atingir o outro – e é pra isso que se escreve – nunca é tranquilo, mesmo quando é pra fazer rir. É como se apaixonar. Vc ama o outro, mas parte de vc, ainda que vc não saiba, o odeia, pq ele tá lá dentro, bagunçando gavetas e roubando partes de vc. Quando vc escreve, se vc fizer direito, vc entra láááá e isso é coisa de gente má. Uma pessoa boa não quer sacudir os outros, ainda que seja pra fazer rir. É coisa de gente má e sem educação. E que também não é lá muito chegada num banho.
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Publicado por Ligia em Dezembro 15, 2007
Sábado preguiçoso daqueles que amanheço com as meninas dormindo comigo. Cada qual de seu jeito, uma nos pés, outra nos braços e a mais tímida na espreguiçadeira ao lado da cama. E faz sol. O céu daqui já não faz-se tão azul quanto no inverno. Agora coalhado de nuvens, presságio de chuva logo mais à tarde. Ainda assim não há em todo o mundo céu mais belo. Nem filhas mais queridas e devotadas. Por isso nego-me à levantar por minutos preciosos a mais com cada uma. Até que chega o momento de levantar para enfrentar cada um dos afazeres rotineiros de sábado. Mas a faxina, o mercado, o cozinhar, cada um deles passa lenta e prazeirosamente. Pois é sábado, nada está dentro do horário, nada faz parte de uma rotina atrelada à obrigações. E a tarefa menos glamurosa torna-se aprazível. “Por que hoje é sábado” sabiamente dizia (ou diz ainda) o locutor da rádio educativa nos tempos do início da minha juventude. E a Deus agradeço por todos os sábados. Que passem assim, doces, lentos, saboreados em cada segundo. Sábados onde tudo é permitido. Almoços regados à champagne e boa música, onde até mesmo o locuto da rádio está em sintonia perfeita, colocando daquelas músicas que enchem o peito e expandem a alma. Tudo é doce, feliz e calmo, e as meninas ainda dormem. Eu me permito vestir qualquer coisa entre o rosa e o rendado. E o dia passa com o céu a cada minuto mais dominado pelo branco das nuvens, até que finalmente cai a chuva de dezembro, com sua brisa que arrepia cada pelo do braço. Por que hoje é sábado, e a vida pode ser assim tão suave, doce e feliz.
E mais tarde Dub na praça cá para os lados de Santé. E que Jah segure as chuvas dezembrinas:)
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